Alcolumbre e Fazenda discutem impacto de R$ 270 bi em projetos no Senado
O governo busca conter pautas no Senado que somam R$ 270 bilhões em gastos, alertando para os riscos à estabilidade fiscal em ano eleitoral.
Pontos principais
- O impacto fiscal total dos projetos em debate no Senado supera R$ 270 bilhões.
- A renegociação de dívidas rurais e pisos salariais na saúde são os principais focos de preocupação da equipe econômica.
- O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, solicitou formalmente que Davi Alcolumbre atue para frear a votação dessas matérias.
- O governo alerta que pautas populistas em ano eleitoral podem comprometer a estabilidade econômica nacional.
- O diálogo entre Executivo e Legislativo incluiu preocupações com a ampliação da imunidade tributária para entidades religiosas.
- Durigan reforçou a necessidade de alinhamento entre governo e Legislativo para evitar que demandas setoriais prejudiquem o equilíbrio das contas públicas.
- O Executivo destaca que o cenário internacional adverso exige cautela extra com o orçamento federal.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve rodadas de conversas com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, para tratar de projetos que preocupam a equipe econômica devido ao elevado impacto nas contas públicas. A pauta, classificada como "bomba", soma mais de R$ 270 bilhões em gastos potenciais. Durante os encontros, Durigan solicitou formalmente que Alcolumbre atue para frear a tramitação dessas propostas, destacando a necessidade de separar demandas setoriais legítimas da preservação da estabilidade econômica nacional. Entre os temas mais sensíveis estão a renegociação de dívidas do setor rural, a implementação de pisos salariais para categorias da saúde e a proposta de ampliação da imunidade tributária para entidades religiosas.
O governo federal trabalha para conter o avanço dessas matérias, incluindo a PEC que amplia o Fundo de Participação dos Municípios, refletindo a tensão constante entre o Executivo e o Legislativo. Durigan enfatizou que o momento político eleitoral não deve se sobrepor à responsabilidade fiscal, especialmente diante de um cenário internacional adverso. Embora o governo busque atender demandas da população, o ministro reforçou que a aprovação de pautas populistas pode gerar efeitos negativos severos para a economia brasileira, expressando a expectativa de que o comando do Congresso compreenda a sensibilidade da situação econômica atual.
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