Senado registra recorde de trocas partidárias e gera instabilidade
O Senado brasileiro atingiu o maior volume de migrações partidárias desde 1991, dificultando a governabilidade e as articulações para 2026.
Pontos principais
- O Senado contabilizou 86 mudanças de partido entre 2019 e 2026.
- A instabilidade na composição das bancadas trava a aprovação de indicações do governo Lula, como a de Jorge Messias ao STF.
- O grupo bolsonarista busca ampliar sua influência no Senado para viabilizar pautas como o impeachment de ministros do Supremo.
- O STF avalia uma ação que pode estender a regra de fidelidade partidária para senadores, hoje isentos dessa obrigatoriedade.
O Senado Federal atingiu um recorde de 86 trocas partidárias entre 2019 e 2026, o maior índice registrado desde 1991. Essa volatilidade tem gerado um cenário de instabilidade política que impacta diretamente a governabilidade do governo Lula, dificultando a aprovação de indicações estratégicas, como a de Jorge Messias para o STF. Parlamentares aproveitam a atual liberdade do sistema majoritário para migrar entre legendas em busca de recursos e melhor alinhamento político, complicando as estratégias dos partidos para o pleito de 2026. Paralelamente, o bolsonarismo intensifica a disputa por cadeiras na Casa com o objetivo de pautar o impeachment de ministros do Supremo. Diante desse quadro, o STF analisa uma ação que pode estender a fidelidade partidária a senadores, visando conter a fragmentação e aumentar a previsibilidade legislativa no país.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
