CVM investiga suposta manipulação de ações da Ambipar pelo Banco Master
Regulador apura operação coordenada entre Banco Master e Ambipar para inflar artificialmente o valor das ações da companhia entre 2024 e 2025.
Pontos principais
- Fundos ligados ao Banco Master elevaram o preço das ações da Ambipar em 883% após adquirirem 15,04% do capital da empresa.
- Documentos apontam que o controlador da Ambipar teria emprestado quase R$ 900 milhões aos gestores dos fundos envolvidos.
- Nelson Tanure utilizou a valorização dos papéis como garantia para aquisições, incluindo a da Emae.
- O Banco Central interveio no Banco Master em 2025 devido a irregularidades e problemas de solvência descobertos durante a investigação.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investiga uma possível manipulação de mercado envolvendo o Banco Master e a Ambipar. Entre 2024 e 2025, fundos vinculados ao banco adquiriram uma fatia significativa da companhia, resultando em uma valorização de 883% nas ações. A suspeita é de que a operação tenha sido coordenada para beneficiar os controladores de ambas as instituições, com evidências de empréstimos vultosos concedidos pelo controlador da Ambipar aos gestores dos fundos. A alta artificial dos papéis serviu como lastro para que Nelson Tanure garantisse novos negócios e para que o Banco Master sustentasse sua captação de recursos durante uma crise de liquidez. O caso culminou em uma intervenção do Banco Central no Banco Master em 2025, após a identificação de graves irregularidades financeiras e riscos à solvência da instituição.
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