Gestão de Tércio Borlenghi na Ambipar é alvo de críticas após crise
A Ambipar enfrenta recuperação judicial com dívidas de R$ 10,7 bilhões sob suspeitas de má gestão e operações financeiras complexas.
Pontos principais
- A Ambipar acumula dívidas de R$ 10,7 bilhões e está em processo de recuperação judicial.
- Documentos apontam R$ 1,2 bilhão em ativos sem liquidez, como pré-precatórios, ligados ao Banco Master.
- Investigações sugerem uma possível articulação entre Ambipar, Banco Master e Nelson Tanure para inflar o preço das ações em 2024.
- A gestão de Tércio Borlenghi Júnior é apontada como centralizadora, o que teria prejudicado a governança da empresa.
A Ambipar atravessa um momento crítico com dívidas que atingem R$ 10,7 bilhões, levando a companhia à recuperação judicial. Relatórios indicam que a gestão de Tércio Borlenghi Júnior, caracterizada por um perfil centralizador, comprometeu a transparência e a governança durante o período de rápida expansão da empresa. O cenário é agravado pela presença de R$ 1,2 bilhão em ativos de baixa liquidez, resultantes de movimentações financeiras complexas envolvendo o Banco Master. Além dos problemas de caixa, o caso levanta suspeitas de manipulação de mercado, com investigações sobre uma suposta atuação coordenada entre a Ambipar, o Banco Master e o investidor Nelson Tanure para inflar artificialmente o valor das ações da companhia ao longo de 2024. A deterioração da relação entre Borlenghi e Tanure, iniciada após disputas de poder na Emae, adiciona uma camada de instabilidade política ao processo de reestruturação da empresa.
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