STF julga recursos de Google e Meta sobre responsabilidade de plataformas
Corte analisará pedidos de esclarecimento sobre a remoção de conteúdos ilícitos e o dever de cuidado das redes sociais na próxima quarta-feira.
Pontos principais
- O STF revisará pontos da decisão que ampliou a responsabilidade das plataformas digitais.
- Google e Meta buscam definições mais claras para termos como 'falha sistêmica' e 'dever de cuidado'.
- Empresas defendem que a remoção de conteúdo sem ordem judicial deve se limitar a ilegalidades evidentes.
- O tribunal também avaliará a ADC 91, que discute a necessidade de ordem judicial para acessar registros de conexão.
O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para a próxima quarta-feira o julgamento de recursos apresentados pelo Google e pela Meta. As empresas buscam esclarecimentos sobre a recente interpretação da Corte que ampliou a responsabilidade das plataformas digitais na remoção de conteúdos considerados ilícitos. O debate central gira em torno da aplicação prática de conceitos como 'falha sistêmica' e 'dever de cuidado', pontos que as gigantes de tecnologia argumentam necessitar de maior precisão jurídica para evitar a remoção arbitrária de publicações sem ordem judicial prévia. Além da questão da moderação de conteúdo, a pauta inclui a análise da ADC 91, que trata da exigência de autorização judicial para que autoridades acessem registros de conexão de usuários. O julgamento ocorre em um momento de crescente pressão por uma regulação mais rígida das big techs no Brasil, refletindo o embate entre a liberdade de expressão e a necessidade de coibir práticas ilegais no ambiente digital.
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