O grupo aprovou aumento de 188 mil barris diários, mas a oferta real cai devido ao bloqueio no Estreito de Ormuz e instabilidade regional.
A OPEP+ anunciou um aumento de 188 mil barris por dia em suas metas de produção para julho, uma medida que a organização justifica como um esforço para apoiar a estabilidade do mercado. Contudo, analistas classificam a decisão como amplamente simbólica, dado que a produção real do grupo sofreu uma queda drástica, passando de 42,77 milhões para 33,19 milhões de barris diários desde fevereiro. O cenário é agravado pelo conflito entre os Estados Unidos e o Irã, que resultou no bloqueio do Estreito de Ormuz, impedindo o fluxo normal de exportações e gerando uma crise de abastecimento sem precedentes. A instabilidade é acentuada pela saída dos Emirados Árabes Unidos da organização e pela baixa adesão à decisão, com apenas sete dos 21 membros participando da deliberação. Embora o grupo mantenha a flexibilidade para ajustar ou reverter cortes conforme a evolução geopolítica, especialistas alertam para o risco de um excedente de oferta caso o estreito seja reaberto rapidamente, mantendo a incerteza sobre os preços da commodity no mercado global.
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