A sobreposição de ações entre STF, Congresso e Executivo cria um cenário de instabilidade normativa sobre a regulação digital no Brasil.
O cenário regulatório da internet no Brasil atravessa um período de acentuada insegurança jurídica, marcado por uma atuação fragmentada entre o Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso Nacional e o Poder Executivo. A recente edição do Decreto nº 12.975/2026 pelo governo federal intensificou o debate, com parlamentares argumentando que temas de tal densidade deveriam ser tratados via legislação ordinária, e não por atos do Executivo. A reação legislativa, por meio de Projetos de Decreto Legislativo, reflete a resistência a essa forma de governança digital.
Paralelamente, as novas interpretações do STF sobre o Marco Civil da Internet e a ampliação das competências da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) criam um ambiente de sobreposição normativa. Essa falta de consenso legislativo impacta diretamente a operação de provedores e levanta preocupações sobre a proteção de direitos fundamentais, como a liberdade de expressão, em um ambiente digital cada vez mais regulado por decisões judiciais e decretos.
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