Ataques no Irã paralisam produção de resina e ameaçam setor eletrônico
A paralisação na produção global de resina PPE deve encarecer eletrônicos e reduzir estoques de dispositivos a partir do segundo semestre de 2026.
Pontos principais
- O complexo de Jubail, que fornece 70% da resina PPE mundial, está inoperante após ataques iranianos.
- A resina PPE é um componente crítico para a fabricação de placas de circuito impresso (PCB) de alta performance.
- O preço das PCBs já acumula alta de 40% entre março e abril de 2026.
- A Dow estima que a normalização da cadeia de suprimentos pode levar mais de 275 dias.
- Empresas como Apple e Nvidia enfrentam riscos logísticos, afetando principalmente produtos de menor margem.
A interrupção das atividades no complexo petroquímico de Jubail, responsável por 70% da oferta global de resina PPE, gerou um alerta na indústria de tecnologia. O insumo é essencial para a produção de placas de circuito impresso (PCB) de alta performance, componentes fundamentais em dispositivos modernos. Com a paralisação causada por ataques iranianos, o mercado já registrou um aumento de 40% nos custos das placas entre março e abril de 2026, pressionando as margens de fabricantes como Apple e Nvidia. Especialistas projetam que o impacto chegará ao consumidor final no segundo semestre de 2026, com a escassez de produtos e elevação de preços. A Dow, gigante do setor, estima que a normalização das cadeias de suprimento exigirá ao menos 275 dias, mantendo o setor em estado de incerteza logística e financeira a médio prazo.
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