O bloqueio no Estreito de Ormuz gera escassez global e o CEO da Saudi Aramco projeta que a normalização do mercado pode levar até 2027 caso a crise persista.
O CEO da Saudi Aramco, Amin Nasser, alertou que a interrupção no Estreito de Ormuz, agravada pelo impasse diplomático entre o presidente Donald Trump e o Irã, desencadeou o maior choque de oferta de energia da história. Com mais de 600 embarcações retidas e uma perda semanal de 100 milhões de barris, a petroleira tem utilizado o oleoduto Petroline para contornar o bloqueio, atingindo uma capacidade de 7 milhões de barris por dia. Apesar desses esforços, a rápida depleção dos estoques globais de combustíveis, como gasolina e querosene de aviação, coloca em risco o abastecimento para o próximo verão.
O cenário de incerteza é reforçado pela projeção de que a normalização do mercado pode levar até 2027, mesmo em caso de reabertura imediata, devido à complexidade do reposicionamento logístico e aos danos estruturais acumulados. Enquanto exportações elevadas dos EUA e a menor demanda chinesa funcionam como amortecedores temporários, analistas do Morgan Stanley advertem que os preços do Brent podem sofrer uma escalada significativa se o bloqueio persistir além de junho. A persistência do conflito e a rejeição de contrapropostas diplomáticas mantêm o mercado global sob forte pressão operacional e financeira.
Times Brasil • 11 mai, 19:41
InfoMoney • 11 mai, 14:52
Financial Times World • 11 mai, 12:42
12 jun, 10:30
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