Crise do petróleo se transforma em 'crise de tudo' com falta de derivados
Resina plástica subiu 59%, tampas de garrafa quadruplicaram e Japão teme falta de tubos de hemodiálise.
Pontos principais
- Fechamento do Estreito de Ormuz reduziu oferta global de petróleo em ~20%
- Preços de resina plástica na Ásia subiram até 59% desde fim de fevereiro
- Custos de tampas de garrafa plástica quadruplicaram
- Japão teme falta de tubos plásticos de hemodiálise para pacientes renais
- Oriente Médio produz 30% da resina plástica e 45% do enxofre mundial
- J.P. Morgan alerta que desafio mudou de preço para escassez física
A crise do petróleo provocada pelo fechamento do Estreito de Ormuz se transformou numa "crise de tudo". O estreito transportava cerca de um quinto do petróleo mundial, e a interrupção não afeta apenas combustíveis — atinge toda a cadeia petroquímica que produz itens do cotidiano.
Preços de resina plástica na Ásia subiram até 59% desde o fim de fevereiro, custos de tampas de garrafa quadruplicaram e preços de chips de poliéster saltaram ~50%. No Japão, cresce o temor de que pacientes com insuficiência renal crônica fiquem sem tubos plásticos de hemodiálise. O Oriente Médio produz 17% da nafta, 30% da resina plástica, 45% do enxofre e 33% do hélio mundiais. Analistas do J.P. Morgan alertaram que "o desafio principal mudou de preço para escassez física".
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