Retaliação iraniana paralisa energia no Golfo: Qatar suspende GNL, Aramco fecha refinaria e gás dispara 50%
QatarEnergy suspendeu toda produção de GNL e Saudi Aramco fechou Ras Tanura após ataques com drones; Brent tocou US$ 82 e gás europeu disparou 50%.
Pontos principais
- QatarEnergy suspendeu toda a produção de gás natural liquefeito após drones iranianos atingirem Ras Laffan e Mesaieed
- Futuros de gás natural europeus (TTF) saltaram quase 50%, a 47,935 euros/MWh
- Benchmarks asiáticos de GNL subiram 39%, com JKM a US$ 15,068/mmBtu
- Saudi Aramco fechou refinaria de Ras Tanura, a maior do reino, após fragmentos de drone incendiarem a planta
- Brent atingiu US$ 82,37 por barril, maior patamar desde janeiro de 2025; WTI saltou 7%
- Estoques europeus de gás em aproximadamente 30% da capacidade após inverno
- Navios se acumularam em ambos os lados do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio marítimo de petróleo
A retaliação militar iraniana paralisou infraestrutura energética crítica no Golfo Pérsico. A QatarEnergy, maior produtora mundial de GNL, suspendeu toda a produção após drones atingirem suas instalações em Ras Laffan e Mesaieed. Os futuros de gás europeus dispararam quase 50% e os benchmarks asiáticos subiram 39%, em meio a estoques europeus já reduzidos a 30% da capacidade.
A Saudi Aramco foi forçada a fechar a refinaria de Ras Tanura, a maior do reino e uma das maiores instalações de refino e exportação de petróleo do mundo, depois que fragmentos de drone incendiaram a planta. O Brent subiu para US$ 82,37 por barril — maior valor desde janeiro de 2025 — enquanto o WTI saltou 7%. O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do trânsito global de GNL, ameaça intensificar a competição entre Europa e Ásia por suprimentos alternativos.
Comentários
Carregando comentários...
