Brasil perde 85 rotas aéreas desde 2019 enquanto vizinhos crescem
O setor aéreo brasileiro enfrenta estagnação e perda de conectividade, superado por vizinhos como a Colômbia devido a entraves tributários e regulatórios.
Pontos principais
- O Brasil registrou uma queda de 9,9% no número de rotas aéreas entre 2019 e 2025.
- A Colômbia expandiu sua malha aérea em 21% no mesmo período, superando o desempenho brasileiro.
- A Iata aponta a alta carga tributária e o ambiente regulatório como os principais obstáculos ao crescimento do setor no país.
- A possível aplicação de uma alíquota de 26,5% de IVA sobre passagens pode reduzir a demanda aérea em 30%.
O setor de aviação no Brasil apresenta dificuldades para retomar os níveis de conectividade observados antes da pandemia. Enquanto países vizinhos, como a Colômbia, registraram um crescimento de 21% em suas rotas aéreas, o Brasil sofreu uma redução de 9,9%, perdendo 85 rotas entre 2019 e 2025. Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), o cenário é agravado por uma carga tributária elevada e desafios regulatórios que tornam o transporte aéreo menos competitivo frente ao rodoviário. A preocupação do setor se intensifica com a discussão sobre a implementação do IVA, que, com uma alíquota prevista de 26,5% sobre as passagens, ameaça reduzir a demanda por voos em até 30%. Essa perda de conectividade impacta diretamente a eficiência logística e o desenvolvimento econômico, distanciando o Brasil de padrões regionais de expansão aérea.
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