Bolsa brasileira recua com temor de tarifas dos EUA e Selic a 14%
O mercado financeiro enfrenta pessimismo com a possível taxação americana e a elevação da Selic, enquanto analistas buscam oportunidades setoriais.
Pontos principais
- Governo dos EUA propõe tarifa de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil.
- XP Investimentos eleva projeção da taxa Selic para 14% ao ano devido à inflação.
- Indicadores de sentimento de mercado atingiram níveis de pessimismo extremo.
- Setor de data centers ganha destaque como nova demanda para energia.
- Carteiras recomendadas para junho priorizam seletividade frente à incerteza fiscal.
O mercado financeiro brasileiro atravessa um período de forte volatilidade, pressionado pela perspectiva de tarifas de 25% sobre exportações brasileiras impostas pela administração de Donald Trump e pela deterioração do cenário inflacionário doméstico. Em resposta ao aumento dos preços, a XP Investimentos revisou sua projeção para a taxa Selic, que deve atingir 14% ao ano. Esse cenário de juros elevados e incerteza fiscal tem levado o sentimento dos investidores a patamares de pessimismo extremo.
Apesar do ambiente adverso, analistas apontam que a desvalorização atual pode criar pontos de entrada para investimentos de longo prazo. O foco das estratégias tem se voltado para a seletividade, com destaque para setores resilientes, como o de data centers, que impulsiona a demanda por armazenamento de energia. Especialistas também alertam que o CDI pode não ser suficiente para preservar o poder de compra em um horizonte de longo prazo.
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