Dólar oscila e inflação preocupa com novas tarifas e alta do petróleo
Ameaças tarifárias de Trump e a alta do petróleo pressionam a inflação brasileira, elevando incertezas sobre a trajetória da taxa Selic e o câmbio.
Pontos principais
- Governo dos EUA propôs tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, citando práticas comerciais desleais.
- Boletim Focus elevou a projeção de inflação para 5,09% em 2026, a 12ª alta consecutiva.
- O aumento do preço do barril de petróleo pressiona custos de transporte e produção no Brasil.
- A alta dos combustíveis e insumos agrícolas contribui para que o IPCA supere a marca de 5%.
- Especialistas alertam que a medida pode criar barreiras para exportações e afastar investidores.
- Dependência de fertilizantes importados torna o agronegócio vulnerável a choques logísticos globais.
- Banco Central deve manter postura cautelosa na política monetária diante da instabilidade internacional.
O mercado financeiro brasileiro mantém um tom de cautela diante da proposta de tarifa de 25% sobre produtos nacionais anunciada pela administração de Donald Trump. A medida, somada ao impasse nas negociações entre EUA e Irã, impulsionou o preço do petróleo, pressionando os custos de produção e transporte no Brasil. Esse cenário de 'tempestade perfeita' é agravado pela alta dos combustíveis e insumos agrícolas, fatores que levaram o Boletim Focus a elevar a projeção da inflação para 5,09% em 2026, a 12ª alta consecutiva. Apesar da volatilidade, o dólar à vista recuou 0,33%, cotado a R$ 5,008, enquanto investidores monitoram os riscos de uma guerra comercial.
Analistas avaliam que a política comercial de Trump e a instabilidade geopolítica introduzem um novo patamar de incerteza, dificultando a atração de capital estrangeiro e pressionando a balança comercial. A vulnerabilidade do agronegócio, devido à dependência de fertilizantes importados, e o aumento de recuperações judiciais em um ambiente de crédito restrito compõem o desafio macroeconômico atual. Diante desse quadro, espera-se que o Banco Central adote uma postura cautelosa na política monetária, enquanto o mercado precifica a possibilidade de ajustes na taxa Selic para conter a pressão inflacionária e garantir a resiliência da economia nacional frente aos choques externos.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
