Empresas brasileiras recorrem à venda de créditos judiciais e tributários para antecipar fluxo de caixa e otimizar balanços financeiros.
O mercado brasileiro de ativos judiciais atravessa um período de expansão, consolidando-se como uma alternativa estratégica para empresas que buscam antecipar fluxo de caixa. A prática envolve a venda de direitos sobre créditos tributários, heranças ou valores retidos em processos de falência, transformando ativos de difícil liquidez em recursos imediatos. A operação recente da Allied Tecnologia, que negociou créditos tributários com um fundo do Itaú, ilustra a crescente participação de grandes instituições financeiras e fundos de investimento no segmento. Essa profissionalização do setor reflete uma mudança na gestão de balanços corporativos, onde ativos antes considerados imobilizados em disputas judiciais passam a ser vistos como ferramentas de otimização financeira. A tendência é impulsionada pela necessidade de liquidez das companhias e pelo interesse de investidores em buscar rentabilidade em nichos especializados.
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