Jornalista americano admite atuar como agente da China
Thomas Weir Pauken II declarou-se culpado de coletar inteligência para Pequim, admitindo atuar como agente estrangeiro não registrado nos EUA.
Pontos principais
- Thomas Weir Pauken II, de 50 anos, confessou ter operado sob controle de autoridades chinesas desde 2019.
- O réu recebeu cerca de US$ 100 mil para fornecer informações confidenciais e monitorar alvos políticos.
- A confissão formalizada perante a justiça americana confirma a colaboração consciente com o Ministério da Segurança do Estado chinês.
- Pauken II manteve vínculos profissionais com a mídia estatal chinesa por anos antes de ser acusado de espionagem.
O cidadão americano Thomas Weir Pauken II, de 50 anos, declarou-se culpado perante a justiça dos Estados Unidos por atuar como agente estrangeiro a serviço da China. Segundo as investigações, o jornalista operava sob a supervisão direta do Ministério da Segurança do Estado chinês desde 2019, utilizando sua posição para coletar inteligência sensível. O réu admitiu ter recebido cerca de US$ 100 mil para monitorar alvos estratégicos e figuras políticas influentes no país, formalizando sua colaboração consciente com funcionários do governo chinês. O caso, que envolve acusações de atuação como agente não registrado, destaca as preocupações crescentes das autoridades americanas com operações de influência estrangeira. A admissão de culpa expõe como o governo chinês utilizou indivíduos com acesso à mídia para infiltrar e obter informações estratégicas sobre a política interna dos Estados Unidos.
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