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China prende acadêmico da Universidade da Califórnia, Berkeley

A detenção de U Min Zin por espionagem eleva a tensão diplomática entre Pequim e o governo Trump, gerando apelos internacionais por sua libertação imediata.

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Foto: NYTimes World
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12/06 às 00:01 · atualizado 11:15

Pontos principais

  • U Min Zin, analista do ISP-Myanmar e doutorando na UC Berkeley, foi detido pelas autoridades chinesas em Kunming.
  • O Ministério das Relações Exteriores da China acusa o pesquisador de espionagem contra a segurança nacional.
  • O acadêmico estava desaparecido desde o dia 3 de junho, quando viajou ao país para participar de uma conferência.
  • A prisão ocorre um mês após a visita oficial do presidente Donald Trump a Pequim para tratar da relação bilateral.
  • A Anistia Internacional manifestou preocupação com o caso e exigiu a libertação imediata do detido.
  • O episódio amplia as preocupações sobre a segurança de acadêmicos e jornalistas estrangeiros em solo chinês.

As autoridades chinesas confirmaram a detenção do acadêmico e analista U Min Zin, pesquisador vinculado ao think tank ISP-Myanmar e doutorando na Universidade da Califórnia, Berkeley. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, o pesquisador é acusado de realizar atividades que colocaram em risco a segurança nacional. O acadêmico, que possui um histórico documentado de ativismo político, estava desaparecido desde o dia 3 de junho, após viajar para Kunming com o objetivo de participar de uma conferência acadêmica.

A prisão ocorre em um período de alta sensibilidade diplomática, apenas um mês após a visita oficial do presidente Donald Trump a Pequim. O caso intensifica o clima de incerteza nas relações bilaterais, colocando pressão sobre a administração Trump para que adote uma postura oficial diante da detenção de um cidadão norte-americano. A situação tem gerado repercussão internacional, com organizações como a Anistia Internacional manifestando preocupação e exigindo a libertação imediata do pesquisador.

Observadores internacionais acompanham o desenrolar do processo para determinar se a medida reflete uma mudança mais ampla na postura de Pequim em relação a acadêmicos e jornalistas estrangeiros. Enquanto detalhes específicos sobre as acusações formais ainda são apurados, o episódio destaca os crescentes atritos geopolíticos e o aumento da vigilância sobre indivíduos com vínculos institucionais nos Estados Unidos que operam em território chinês.

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