Novo El Niño ameaça agronegócio e pode elevar preços de alimentos
A confirmação de um El Niño de forte intensidade traz riscos à safra agrícola e ao setor elétrico brasileiro entre o final de 2026 e início de 2027.
Pontos principais
- A NOAA confirmou a formação do fenômeno com 63% de chance de atingir categoria 'muito forte' até janeiro de 2027.
- O clima extremo ameaça a produtividade agrícola, com risco de quebra de safra e pressão inflacionária nos alimentos.
- O setor elétrico monitora o impacto nos reservatórios hidrelétricos e o possível acionamento de termelétricas, o que pode elevar tarifas.
- O fenômeno aumenta riscos de queimadas e tempestades que podem comprometer linhas de transmissão e lavouras.
A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) confirmou o início de um novo El Niño, com 63% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade 'muito forte' entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. O evento climático gera alertas para o agronegócio brasileiro, com riscos de secas e tempestades que podem comprometer a produtividade das lavouras e pressionar a inflação de alimentos. Paralelamente, o setor elétrico monitora os efeitos nas chuvas, prevendo possíveis impactos nos reservatórios hidrelétricos ao longo de 2027. A instabilidade climática pode exigir o acionamento de termelétricas, elevando os custos tarifários e aumentando a volatilidade para empresas do setor. O governo federal mantém o monitoramento dos desdobramentos para avaliar medidas de mitigação tanto para o campo quanto para a segurança energética do país.
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