Dependência de painéis chineses blinda a energia solar brasileira das novas tarifas americanas, enquanto biocombustíveis enfrentam riscos.
O setor de energia solar no Brasil apresenta resiliência diante das recentes políticas comerciais impostas pelo governo do presidente Donald Trump. Devido à dependência quase exclusiva de painéis fotovoltaicos fabricados na China, a indústria solar brasileira permanece fora do alcance das novas tarifas americanas. Especialistas avaliam que a estratégia chinesa de redirecionar excedentes de produção para o mercado brasileiro pode, inclusive, baratear os custos de implementação no país, fortalecendo um setor que já representa mais de 20% da matriz elétrica nacional e atraiu R$ 313 bilhões em investimentos. Em contrapartida, a política energética dos Estados Unidos, que reverteu incentivos da gestão anterior, coloca em risco outros segmentos, como o de biocombustíveis. Este setor enfrenta maior vulnerabilidade, com a possibilidade de sobretaxas de até 37,5%, evidenciando a exposição do Brasil às oscilações da política externa americana.
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