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Economia dos EUA mostra resiliência a choques de petróleo

Estudos do Fed indicam menor sensibilidade a crises energéticas, enquanto o Brasil ajusta projeções de inflação diante da alta global do barril.

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Foto: Axios - Main
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04/06 às 13:31 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Pesquisa do Federal Reserve Bank of Boston aponta maior resiliência econômica dos EUA frente a choques de petróleo comparado aos anos 1970.
  • O aumento da produção doméstica de energia nos EUA mitiga perdas de empregos, permitindo foco no controle inflacionário.
  • O conflito no Irã e no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo Brent, pressionando a inflação global.
  • O Ministério da Fazenda do Brasil revisou a projeção do IPCA para 2026 de 3,7% para 4,5% devido à alta da commodity.
  • O Brasil mantém a projeção de crescimento do PIB em 2,3% para 2026, amparado por sua condição de exportador líquido de petróleo.
  • A próxima reunião do Fed, prevista para junho, deve manter a taxa de juros no patamar atual de 3,50% a 3,75%.

Um estudo do Federal Reserve Bank of Boston concluiu que a economia dos Estados Unidos está mais resiliente a choques nos preços do petróleo do que na década de 1970. O aumento da produção interna alterou a estrutura do mercado, reduzindo a dependência externa e a sensibilidade a crises globais. Como resultado, pesquisadores sugerem que a política monetária deve priorizar o controle da inflação em vez de reagir a impactos no mercado de trabalho, que têm se mostrado mínimos diante de instabilidades externas. A expectativa é que o Fed mantenha a taxa de juros entre 3,50% e 3,75% na reunião de junho, monitorando as pressões inflacionárias causadas pelo conflito no Oriente Médio.

Enquanto isso, o cenário global de alta no preço do petróleo Brent impacta as economias emergentes. No Brasil, o Ministério da Fazenda revisou a projeção do IPCA para 2026 de 3,7% para 4,5% em resposta à valorização da commodity. Apesar da pressão inflacionária, o governo brasileiro manteve a projeção de crescimento do PIB em 2,3% para o mesmo período, sustentado pela posição do país como exportador líquido de energia. A resiliência do mercado de trabalho doméstico e a dinâmica cambial são apontadas como fatores de estabilização frente à turbulência externa, permitindo que o país absorva melhor os choques de oferta globais.

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