Estudos do Fed indicam menor sensibilidade a crises energéticas, enquanto o Brasil ajusta projeções de inflação diante da alta global do barril.
Um estudo do Federal Reserve Bank of Boston concluiu que a economia dos Estados Unidos está mais resiliente a choques nos preços do petróleo do que na década de 1970. O aumento da produção interna alterou a estrutura do mercado, reduzindo a dependência externa e a sensibilidade a crises globais. Como resultado, pesquisadores sugerem que a política monetária deve priorizar o controle da inflação em vez de reagir a impactos no mercado de trabalho, que têm se mostrado mínimos diante de instabilidades externas. A expectativa é que o Fed mantenha a taxa de juros entre 3,50% e 3,75% na reunião de junho, monitorando as pressões inflacionárias causadas pelo conflito no Oriente Médio.
Enquanto isso, o cenário global de alta no preço do petróleo Brent impacta as economias emergentes. No Brasil, o Ministério da Fazenda revisou a projeção do IPCA para 2026 de 3,7% para 4,5% em resposta à valorização da commodity. Apesar da pressão inflacionária, o governo brasileiro manteve a projeção de crescimento do PIB em 2,3% para o mesmo período, sustentado pela posição do país como exportador líquido de energia. A resiliência do mercado de trabalho doméstico e a dinâmica cambial são apontadas como fatores de estabilização frente à turbulência externa, permitindo que o país absorva melhor os choques de oferta globais.
Times Brasil • 4 jun, 22:29
InfoMoney • 4 jun, 15:12
Bloomberg - Markets • 4 jun, 13:00
10 jun, 11:45
3 jun, 15:46
21 mai, 06:34
13 abr, 16:14
30 mar, 06:00
Carregando comentários...