Greve geral em Portugal paralisa serviços contra reforma trabalhista
Greve geral contra o pacote 'Trabalho XXI' em Portugal causa cancelamento de voos, suspensão de aulas e reduz serviços públicos em todo o país.
Pontos principais
- A paralisação, convocada pela CGTP, protesta contra o pacote 'Trabalho XXI' que flexibiliza contratações.
- Mais de 340 voos foram cancelados, impactando rotas internacionais entre Brasil e Portugal.
- Serviços essenciais, como hospitais, escolas e transportes, operam com capacidade reduzida ou suspensa.
- O projeto propõe a ampliação de contratos temporários e a reintrodução do banco de horas individual.
- A reforma inclui novas diretrizes para o uso de inteligência artificial com exigência de supervisão humana.
- O governo de Luís Montenegro busca aprovar a medida com apoio do partido Chega, apesar de 57% de apoio popular à greve.
- Esta é a segunda greve geral no país em seis meses, evidenciando a insatisfação com a agenda econômica.
Portugal enfrenta uma greve geral que paralisou setores essenciais em protesto contra o pacote de reforma trabalhista 'Trabalho XXI', proposto pelo governo de Luís Montenegro. A mobilização, organizada pela CGTP, contesta medidas que visam flexibilizar contratações, ampliar a terceirização e reintroduzir o banco de horas individual. O projeto, que ainda aguarda votação na Assembleia da República, também estabelece novas regras para o uso de inteligência artificial, exigindo supervisão humana em decisões automatizadas. O governo defende que as mudanças são necessárias para modernizar a legislação e aumentar a produtividade, enquanto sindicatos alertam para o risco de precarização do trabalho.
O impacto da paralisação é amplo, com mais de 340 voos cancelados e a suspensão generalizada de atividades em escolas e serviços de transporte ferroviário e rodoviário. Esta é a segunda greve geral realizada no país em um intervalo de apenas seis meses, refletindo a crescente insatisfação social. Embora o governo conte com o apoio do partido Chega para avançar com a pauta, pesquisas indicam que 57% da população apoia o movimento, evidenciando a tensão política e o desgaste em torno da agenda econômica do governo português.
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