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Greve geral em Portugal causa cancelamento de voos com o Brasil

Paralisação convocada pela CGTP afeta setores estratégicos e força companhias aéreas a cancelar dezenas de voos entre Lisboa e aeroportos brasileiros nesta quarta-feira.

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Foto: G1 - Economia
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01/06 às 15:04 · atualizado 02/06 às 00:32

Pontos principais

  • A greve geral ocorre nesta quarta-feira, 3 de junho, em protesto contra alterações na legislação trabalhista portuguesa.
  • A TAP Air Portugal opera com malha reduzida, mantendo apenas 16 voos entre Brasil e Portugal.
  • A Azul confirmou o cancelamento de quatro voos entre o Aeroporto de Viracopos e Lisboa.
  • A Latam reportou indisponibilidade de voos na rota Brasil-Portugal durante o período da paralisação.
  • O movimento sindical afeta o transporte urbano em Lisboa, incluindo metrô e trens.
  • O aeroporto de Lisboa confirmou que a greve impacta diretamente a operação de voos internacionais.
  • Companhias aéreas orientam que passageiros verifiquem o status de suas reservas antes de se deslocarem aos aeroportos.

Uma greve geral convocada pela CGTP em Portugal, em oposição a mudanças na legislação trabalhista local, causou uma série de cancelamentos em voos que conectam o país europeu ao Brasil nesta quarta-feira, dia 3 de junho. A paralisação, que atinge setores essenciais como saúde, educação e aviação, gerou um impacto significativo na malha aérea internacional. A TAP Air Portugal informou que manterá apenas 16 operações envolvendo rotas brasileiras, enquanto a Azul confirmou o cancelamento de quatro voos programados entre o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, e Lisboa. A Latam também reportou indisponibilidade de voos na rota para o período da paralisação, e o aeroporto de Lisboa confirmou que a greve afeta a operação de voos internacionais como um todo.

O transtorno ocorre em um momento de intensa movimentação, coincidindo com a realização do Fórum de Lisboa. Além dos impactos no setor aéreo, o movimento sindical afetará o transporte urbano na capital portuguesa, incluindo o funcionamento de metrôs e trens. As companhias aéreas reforçam a necessidade de que os passageiros verifiquem o status de suas reservas diretamente nos canais oficiais das empresas antes de se deslocarem aos aeroportos, visando evitar aglomerações e esperas desnecessárias. A paralisação visa protestar contra uma reforma que, segundo os sindicatos, precariza vínculos empregatícios e impacta a conectividade aérea entre o Brasil e a Europa.

Fonte primária

CGTP-IN (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses — Intersindical Nacional)

Greve Geral — 3 de Junho de 2026 | Convocatória e pré-aviso de greve

A CGTP-IN convocou greve geral para 3 de junho de 2026, com o lema «Derrotar o pacote laboral! Não ao retrocesso! Por mais salário, mais direitos, mais serviços públicos». A paralisação foi anunciada pelo secretário-geral Tiago Oliveira em 1 de maio (Dia do Trabalhador) e formalizada com a entrega do pré-aviso ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social em 11 de maio, depois de as negociações da reforma laboral em sede de Concertação Social terem terminado sem acordo. A greve é concretizada com paralisação do trabalho das zero às 24 horas do dia 3 de junho, período que pode ser prolongado ou antecipado, nomeadamente nos horários de turnos. Os objetivos fixados no pré-aviso são: a derrota das propostas do Governo de alteração à legislação laboral; a reposição dos direitos de contratação coletiva e do princípio do tratamento mais favorável ao trabalhador; o aumento dos salários; a defesa dos direitos, liberdades e garantias dos trabalhadores; o combate à precariedade, por emprego e melhores condições de trabalho; o respeito pelos direitos individuais e coletivos; e a melhoria dos serviços sociais do Estado. A federação dos transportes da CGTP (FECTRANS) e demais federações emitiram pré-avisos de adesão, abrangendo o setor aéreo e ferroviário — origem dos cancelamentos de voos entre Portugal e o Brasil. É a terceira paralisação geral na sequência da greve geral conjunta CGTP/UGT de 11 de dezembro de 2025, contra o mesmo pacote laboral do Governo de Luís Montenegro.

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