A principal central sindical da Argentina convocou uma greve geral de 24 horas contra a reforma trabalhista de Milei, que reduz indenizações e limita o direito a greve.
A Confederação Geral do Trabalho (CGT), a maior central sindical da Argentina, anunciou uma greve geral de 24 horas em protesto contra o projeto de reforma trabalhista do presidente Javier Milei. A paralisação está programada para ocorrer quando a Câmara dos Deputados iniciar o debate da proposta, o que deve acontecer esta semana ou na próxima. O governo espera que a votação ocorra em 25 de fevereiro e que a reforma seja aprovada até 1º de março.
Considerada uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, a reforma já foi aprovada pelo Senado e agora segue para a Câmara. A proposta prevê a redução de indenizações por demissões, a extensão da jornada de trabalho para 12 horas, a permissão de pagamentos em espécie e a limitação do direito a greve. A medida tem gerado forte oposição, com a confederação dos trabalhadores do transporte prometendo paralisação terrestre, aérea e fluvial, evidenciando a tensão social em torno das políticas de Milei.