Dia Mundial da Bicicleta expõe desigualdade na malha cicloviária do Rio
Especialistas criticam a concentração de investimentos em ciclovias nas áreas nobres do Rio de Janeiro, negligenciando as periferias da cidade.
Pontos principais
- O Dia Mundial da Bicicleta, instituído pela ONU em 2018, busca promover a mobilidade sustentável e a saúde pública.
- Especialistas da Coppe/UFRJ apontam que a infraestrutura cicloviária carioca prioriza regiões turísticas.
- A falta de planejamento urbano e segurança nas periferias é apontada como principal barreira para o uso da bicicleta.
- A prefeitura do Rio de Janeiro não comentou as críticas sobre o plano de expansão da rede de ciclovias.
O Dia Mundial da Bicicleta, celebrado globalmente para incentivar a mobilidade sustentável, foi marcado no Rio de Janeiro por um debate sobre a desigualdade no planejamento urbano. Especialistas, como a professora Andrea Santos, da Coppe/UFRJ, destacam que a atual malha cicloviária da capital fluminense privilegia áreas nobres e turísticas, deixando as periferias com infraestrutura insuficiente e insegura para os ciclistas. A ausência de investimentos equitativos impede que a bicicleta seja utilizada de forma plena como meio de transporte diário pela população dessas regiões. O cenário reforça a necessidade de um planejamento mais inclusivo para que a mobilidade ativa se torne uma alternativa viável e segura em toda a cidade, superando as barreiras geográficas e sociais que ainda limitam o uso do modal no cotidiano dos cariocas.
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