A revista The Economist publicou uma análise alarmante sobre o Rio de Janeiro, descrevendo a cidade como uma "selva urbana de crime e corrupção". A reportagem destaca o contraste entre a vitalidade turística da cidade e a grave falência institucional, além da profunda infiltração do crime organizado na política. A revista aponta o histórico de governadores do Rio afastados ou presos por corrupção, mencionando casos recentes como Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar.
A análise da Economist conecta diretamente o crime organizado à classe política, utilizando o assassinato de Marielle Franco e a condenação dos irmãos Brazão como exemplos da infiltração miliciana. A reportagem também cita os vínculos entre familiares de milicianos e políticos, como Flávio Bolsonaro, que permanecem sob escrutínio com as próximas eleições presidenciais. Estima-se que cerca de 1,7 milhão de pessoas vivam sob controle de milícias e um número similar sob influência do Comando Vermelho no Rio, evidenciando o vácuo deixado pelo Estado. A revista conclui que a crise de legitimidade democrática no Rio exige medidas drásticas e urgentes para evitar que o crime continue a ditar a política e a vida social.
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