CGU prorroga investigação sobre ex-servidores do Banco Central
A CGU estendeu por 60 dias os processos contra ex-funcionários suspeitos de vínculos indevidos com o Banco Master.
Pontos principais
- A CGU prorrogou quatro processos administrativos disciplinares contra Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana.
- Os ex-servidores são investigados por suposto recebimento de pagamentos indevidos do banqueiro Daniel Vorcaro.
- A conclusão das apurações depende do compartilhamento de dados da Polícia Federal, que aguarda autorização do ministro André Mendonça, do STF.
- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, classificou as suspeitas como um dos episódios mais graves da história da autarquia.
A Controladoria-Geral da União (CGU) prorrogou por mais 60 dias os processos administrativos disciplinares contra Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, ex-servidores do Banco Central. Os investigados são suspeitos de manter vínculos indevidos com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, atuando como consultores informais em troca de pagamentos periódicos. O prazo para a conclusão das apurações, que correm sob sigilo, foi estendido até o dia 22 de julho. O avanço das investigações está condicionado à liberação de dados pela Polícia Federal, atualmente dependente de uma autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, manifestou-se sobre o caso, classificando as denúncias como um dos episódios mais graves já enfrentados pela instituição, dada a natureza das suspeitas de conflito de interesses e conduta ética.
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