A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, defendeu que o petróleo deve permanecer como um componente central da matriz energética brasileira durante o processo de transição. Segundo a executiva, o conceito de 'adição energética' é mais viável do que a substituição abrupta de fontes, especialmente diante dos riscos econômicos e da necessidade de segurança energética global, agravada por conflitos no Oriente Médio. Chambriard ressaltou que o custo anual para a transição no país, estimado em R$ 1,2 trilhão, é proibitivo para a realidade do investimento nacional atual.
O posicionamento ocorre em um momento de forte desempenho operacional da estatal, que registrou produção recorde de 3,23 milhões de barris de óleo equivalente por dia no primeiro trimestre de 2026. Além disso, a CEO projeta um cenário de preços elevados para o petróleo nos próximos quatro anos, independentemente da resolução das tensões geopolíticas globais, reforçando a relevância estratégica da commodity para a economia brasileira.
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