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Petrobras planeja autossuficiência em combustíveis e expansão internacional

A Petrobras projeta autossuficiência em diesel até 2030, prepara reajuste na gasolina e mira expansão de operações no México e na Venezuela.

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Foto: InfoMoney
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12/05 às 12:36 · atualizado 18:34

Pontos principais

  • A Petrobras antecipou para 2030 a meta de suprir 100% da demanda nacional de diesel por meio da ampliação do parque de refino.
  • A presidente Magda Chambriard confirmou que um reajuste no preço da gasolina ocorrerá após aprovação de subsídio pelo Congresso.
  • A estatal mantém a estratégia comercial de 2023, evitando o repasse imediato de toda a volatilidade externa para os preços internos.
  • A diretoria da companhia assegurou que não há risco estrutural de desabastecimento de combustíveis no mercado brasileiro.
  • A estatal planeja expandir sua presença internacional para o México e a Venezuela, diversificando além da costa oeste da África.
  • A gestão destaca um ciclo virtuoso de aumento de produção e melhores resultados financeiros na comercialização de derivados.

A Petrobras anunciou que projeta alcançar a autossuficiência na produção de diesel no Brasil até 2030. A estratégia central para atingir essa meta envolve a ampliação da capacidade produtiva das refinarias já existentes no parque de refino nacional. Segundo a companhia, o objetivo é suprir integralmente a demanda interna, superando as projeções anteriores que estimavam alcançar 85% da capacidade até o mesmo período. A presidente Magda Chambriard destacou que a expansão baseia-se em resultados financeiros sólidos, reforçando que a parceria entre a empresa e o governo tem sido benéfica para a segurança energética do país, sem riscos estruturais de desabastecimento.

Paralelamente, a estatal confirmou que um reajuste no preço da gasolina será aplicado em breve. A implementação da nova política de preços, contudo, aguarda o aval do Congresso para uma proposta que utiliza a renda do petróleo como subsídio para mitigar os impactos econômicos decorrentes da guerra no Irã. A decisão considera a dinâmica de concorrência com o etanol e a volatilidade do mercado internacional, mantendo a estratégia comercial adotada em 2023, que evita o repasse imediato de todas as oscilações externas. O CFO Fernando Melgarejo reforçou que o alinhamento ocorrerá assim que o trâmite legislativo for concluído, preservando o market share da companhia.

Além das operações domésticas, a Petrobras sinalizou uma mudança em sua estratégia global. A presidente Magda Chambriard confirmou que a estatal planeja expandir suas operações internacionais para o México e a Venezuela, com delegações já analisando projetos específicos na região. O movimento busca diversificar a presença da empresa no mercado latino-americano, indo além do foco atual concentrado na costa oeste da África. A iniciativa faz parte de um plano mais amplo de crescimento da estatal, que busca explorar novas oportunidades de exploração e produção para sustentar o ciclo de bons resultados financeiros.

Fonte primária

Agência Petrobras

Petrobras registra lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026

Release oficial dos resultados do 1T26 (divulgado em 11/05/2026, com teleconferência em 12/05 — webcast em https://www.investidorpetrobras.com.br/webcast-1t26/). Lucro líquido de R$ 32,7 bi (US$ 6,2 bi), alta de 110% ante 4T25 e queda de 7,2% ante 1T25. EBITDA ajustado de R$ 59,6 bi e fluxo de caixa operacional de R$ 44 bi. Investimentos de R$ 26,8 bi, sendo 87,4% em exploração e produção. Recordes em produção total operada (4,65 milhões boed), produção própria (3,23 milhões boed) e pré-sal (2,66 milhões boed). Refino com Fator de Utilização de 95% no trimestre — 97,4% em março, maior utilização mensal desde dez/2014 — e produção de derivados de 1,81 milhão bpd, com 68% em produtos de maior valor agregado (diesel, gasolina, querosene de aviação). Dividendos aprovados de R$ 9 bi (R$ 0,70097272 por ação). Dívida bruta em US$ 71,2 bi, dentro do limite de US$ 75 bi do Plano 2026-2030, com convergência prevista para US$ 67 bi até o fim de 2026. R$ 72,4 bi retornados à sociedade em tributos, royalties e participações especiais. Na expansão internacional, o release destaca a aquisição de 42,5% do Bloco 2613 no offshore da Namíbia, a entrada como operadora no bloco 3 de São Tomé e Príncipe, a terceira descoberta de gás na Colômbia (poço Copoazú-1) e novos contratos para exportação de petróleo à Índia. O documento não contém a meta de 100% de autossuficiência em combustíveis até 2030 — essa declaração foi feita pela CEO Magda Chambriard durante a teleconferência de resultados de 12/05 (webcast: https://www.investidorpetrobras.com.br/webcast-1t26/).

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