Dólar fecha em queda de 0,45% com foco em inflação e petróleo
O dólar encerrou a R$ 5,178, pressionado por dados de inflação no Brasil e nos EUA, enquanto a reabertura do Estreito de Ormuz alivia o mercado de petróleo.
Pontos principais
- O dólar fechou o pregão cotado a R$ 5,178, registrando queda de 0,45%.
- O IPCA-15 de junho subiu 0,41% e a Selic foi reduzida para 14,25% ao ano.
- O índice PCE dos EUA subiu 0,4% em maio, abaixo das expectativas do mercado.
- A reabertura do Estreito de Ormuz para navios comerciais trouxe alívio aos preços do petróleo.
- O PIB dos EUA no primeiro trimestre foi revisado para 2,1%, com desaceleração no consumo.
- O presidente Donald Trump confirmou a isenção de taxas para embarcações no canal.
- O índice DXY, que mede o dólar frente a moedas fortes, registrou queda de 0,16%.
O mercado financeiro brasileiro encerrou o pregão com otimismo, refletindo a divulgação de indicadores macroeconômicos locais e internacionais. O dólar fechou em queda de 0,45%, cotado a R$ 5,178, enquanto a Bolsa de Valores operou em alta. O movimento foi impulsionado pela prévia da inflação oficial brasileira, o IPCA-15, que registrou alta de 0,41%, e pela decisão do Banco Central de reduzir a Selic para 14,25% ao ano. Simultaneamente, dados sobre o PIB e o índice PCE nos Estados Unidos ajudaram a calibrar as expectativas dos investidores sobre a política monetária sob a gestão de Donald Trump, aliviando temores de um aperto mais agressivo pelo Federal Reserve, embora a inflação americana siga acima da meta de 2%.
No cenário geopolítico, a reabertura do Estreito de Ormuz para o tráfego de petróleo, com a garantia de isenção de taxas por parte do governo americano, trouxe alívio aos preços da commodity. Embora o cenário externo apresente desafios, a normalização do fluxo comercial no Oriente Médio e a recepção positiva dos dados econômicos americanos favoreceram o apetite ao risco no mercado brasileiro. Apesar da estabilização, o governo iraniano mantém sua postura sobre o programa de mísseis, o que mantém o monitoramento constante dos agentes financeiros sobre possíveis desdobramentos geopolíticos.
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