Um tribunal queniano determinou a manutenção da suspensão das obras de um centro de isolamento para Ebola financiado pelos Estados Unidos por mais três semanas. A decisão ocorre após protestos violentos contra a instalação resultarem na morte de dois manifestantes. A população local manifestou forte oposição ao projeto, que previa uma unidade de 50 leitos destinada a cidadãos americanos expostos ao vírus em países vizinhos, acusando os EUA de transferir riscos sanitários para o território queniano. Além de prorrogar o bloqueio judicial, o tribunal ordenou que o governo do Quênia torne público o acordo firmado com Washington sobre a infraestrutura. O episódio coloca as autoridades sob pressão para gerenciar a crise de segurança e a desconfiança pública em relação à cooperação internacional em saúde.
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