Manifestante morre em protesto contra centro de ebola no Quênia
Confrontos contra a construção de um centro de quarentena financiado pelos EUA resultaram em uma morte e prisões na cidade de Nanyuki.
Pontos principais
- Um manifestante morreu após ser baleado na cabeça durante protestos contra a instalação de uma unidade de tratamento de ebola em Nanyuki.
- A polícia utilizou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar manifestantes, que carregavam um caixão simbólico com a inscrição 'Ebola'.
- O projeto, financiado pelos EUA em US$ 13,5 milhões, visa conter a variante Bundibugyo do vírus próximo à Base Aérea de Laikipia.
- Moradores temem riscos de contágio e impactos negativos no turismo local devido à proximidade da unidade com áreas habitadas.
A tensão em torno da construção de um centro de quarentena para pacientes com ebola no Quênia escalou para um confronto fatal em Nanyuki, nas proximidades da Base Aérea de Laikipia. Durante a manifestação, na qual participantes carregavam um caixão simbólico com a inscrição 'Ebola' e utilizavam equipamentos de proteção, a polícia utilizou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar a multidão. O episódio resultou na morte de um homem, atingido por um disparo na cabeça, além da prisão de ao menos 10 pessoas durante a operação das forças de segurança.
O projeto, financiado pelos Estados Unidos com um aporte de US$ 13,5 milhões, tem como objetivo conter a variante Bundibugyo do vírus, que atualmente não possui vacina aprovada. Enquanto o governo queniano defende a importância estratégica da unidade para a saúde pública regional, a população local mantém forte oposição aos planos. Moradores expressam receio de que a instalação exponha a comunidade à doença, além de apontarem preocupações sobre a falta de transparência e os potenciais impactos negativos na economia e no turismo da região.
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