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Tribunal internacional nega indenização de Ruanda contra o Reino Unido

Justiça em Haia rejeita pedido de Ruanda por compensação de cerca de 115 milhões de euros após o cancelamento do programa de asilo britânico.

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Foto: RFI (EN)
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01/06 às 08:32 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O tribunal de arbitragem em Haia negou a reivindicação de aproximadamente 115 milhões de euros feita por Ruanda ao governo britânico.
  • O país africano buscava o reembolso de investimentos realizados em infraestrutura para o programa de asilo.
  • O esquema de deportação foi encerrado pelo governo trabalhista britânico logo no primeiro dia de mandato.
  • A decisão judicial encerra o impasse jurídico e diplomático entre Londres e Kigali sobre o acordo.
  • O resultado representa um alívio para os cofres públicos do Reino Unido, que não precisará arcar com a indenização pleiteada.
  • Ruanda alegava que o governo de Londres ainda mantinha pendências financeiras referentes ao pacto original.

Um tribunal de arbitragem sediado em Haia decidiu que o Reino Unido não é obrigado a pagar uma indenização de cerca de 115 milhões de euros ao governo de Ruanda. O país africano buscava o valor como compensação pelo encerramento do controverso programa de reassentamento de refugiados, alegando prejuízos com investimentos em infraestrutura realizados durante a vigência do acordo. O esquema, que previa o envio de solicitantes de asilo que chegassem ilegalmente ao território britânico para Ruanda, era uma das principais bandeiras da administração conservadora anterior, mas foi formalmente cancelado pelo atual governo trabalhista logo no primeiro dia de mandato.

A decisão judicial coloca um ponto final no impasse diplomático e financeiro entre as duas nações, consolidando o encerramento definitivo da política de asilo que gerou intensos debates sobre custos públicos e direitos humanos. Para o governo britânico, a vitória no tribunal representa um alívio fiscal, evitando o desembolso da quantia pleiteada por Kigali e encerrando a disputa jurídica sobre os custos operacionais do projeto abandonado. O tribunal rejeitou a tese de que Londres ainda devia pagamentos remanescentes pelo pacto, encerrando assim a controvérsia sobre as obrigações contratuais entre as partes.

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