O ex-presidente Michel Temer manifestou apoio à cooperação internacional no combate ao crime organizado, após os Estados Unidos classificarem facções brasileiras como organizações terroristas. Para Temer, a prioridade das autoridades deve ser o enfrentamento dessas redes criminosas, minimizando críticas sobre uma suposta ameaça à soberania nacional, que ele classificou como um debate político impulsionado pelo período eleitoral. O ex-presidente destacou que a natureza transnacional do crime exige uma articulação eficiente entre nações, relembrando parcerias estratégicas com o Paraguai durante seu mandato para o controle de fronteiras.
O tema também gerou alertas no meio jurídico e empresarial. O ex-ministro Ricardo Lewandowski pontuou que a nova classificação americana pode trazer impactos diretos para companhias brasileiras, exigindo a implementação de novos mecanismos de compliance para evitar sanções. A medida coloca em evidência a necessidade de o Brasil adaptar suas estruturas de governança e cooperação para lidar com as implicações legais e econômicas da decisão norte-americana.
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