O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou as críticas à decisão do governo de Donald Trump de classificar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas. Em declarações recentes, Lula afirmou que o Brasil não será tratado como uma 'republiqueta' e classificou a postura do senador Flávio Bolsonaro, que apoiou a medida, como traição à pátria. O governo argumenta que o crime organizado local é movido por lucro e não por ideologia, defendendo a soberania nacional através da Lei Antifacção. Além disso, o presidente sugeriu que a interferência americana pode estar motivada por interesses estratégicos em recursos minerais e na Amazônia.
Além da tensão diplomática, o Planalto manifestou preocupação com impactos no sistema financeiro e condicionou a cooperação em segurança pública à extradição de foragidos brasileiros e à desmobilização de esquemas de lavagem de dinheiro em Delaware. O governo brasileiro também cobrou reciprocidade, apontando que o tráfico de armas para o país tem origem frequente nos Estados Unidos. Lula reforçou que o Brasil busca uma relação de respeito mútuo, tratando os EUA com a mesma diplomacia aplicada a outras nações, enquanto mantém o programa 'Brasil contra o Crime Organizado' como estratégia central e soberana para o enfrentamento das facções no território nacional.
Agência Brasil - EBC • 29 mai, 15:23
InfoMoney • 29 mai, 14:37
BBC Brasil • 29 mai, 14:25
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