A curva de juros DI atingiu patamares acima de 14% diante de incertezas inflacionárias e da escalada dos preços do petróleo no mercado internacional.
A curva de juros futuros no Brasil voltou a superar a marca de 14% em todos os vencimentos, refletindo uma postura mais cautelosa dos investidores frente ao cenário macroeconômico. A alta é impulsionada pela recente piora nas projeções de inflação contidas no Boletim Focus para os próximos anos, o que eleva a percepção de risco e questiona a capacidade de flexibilização monetária pelo Banco Central. Paralelamente, o agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio impulsionou os preços do petróleo, adicionando pressão sobre os índices de preços domésticos. Diante desse quadro, o mercado financeiro tem ajustado suas expectativas, reduzindo as apostas em cortes agressivos para a taxa Selic. A credibilidade da política monetária e os limites para a flexibilização tornaram-se o foco central dos debates entre economistas e a autoridade monetária, sinalizando um período de maior volatilidade nos ativos de renda fixa.
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