As taxas de juros futuros no Brasil encerraram o pregão em alta, impulsionadas pelo aumento da aversão ao risco nos mercados globais após relatos de uma interrupção nas trocas de mensagens entre Irã e Estados Unidos. O cenário de incerteza geopolítica no Oriente Médio provocou uma valorização imediata do petróleo Brent e dos rendimentos dos Treasuries norte-americanos, ativos frequentemente utilizados como refúgio em momentos de instabilidade. Embora o presidente Donald Trump tenha declarado que as negociações entre as nações continuam em ritmo acelerado, o mercado financeiro brasileiro mantém uma postura cautelosa. A volatilidade externa gera preocupações sobre a trajetória da inflação e a condução da política monetária local, levantando dúvidas sobre o ritmo do ciclo de cortes da taxa Selic diante de um ambiente internacional mais conturbado.
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