Governo federal planeja fim da declaração do Imposto de Renda até 2029
O Ministério da Fazenda trabalha para automatizar a apuração do IR, eliminando a declaração anual para a maioria dos contribuintes em até três anos.
Pontos principais
- O projeto visa substituir o modelo atual por um sistema de apuração automática baseado em dados compartilhados.
- Cerca de 4 milhões de contribuintes foram dispensados da declaração em 2026, com restituição via Pix.
- A transição será gradual, evoluindo da declaração pré-preenchida para a dispensa total do envio manual.
- A reforma tributária facilitará a integração de dados entre estados, municípios e a Receita Federal.
- O prazo para a entrega do Imposto de Renda 2026 encerrou com 44,5 milhões de declarações enviadas.
- A medida busca simplificar a burocracia sem alterar regras de isenção ou benefícios fiscais vigentes.
O governo federal intensificou os planos para modernizar o sistema tributário brasileiro, com o objetivo de eliminar a obrigatoriedade da declaração anual do Imposto de Renda até 2029. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, as discussões sobre a automatização do processo estão em estágio avançado. A iniciativa pretende utilizar dados já compartilhados por bancos, empresas, órgãos de saúde e outras instituições para processar as informações diretamente, reduzindo a carga burocrática para o cidadão. O cronograma oficial prevê a transição completa para o novo modelo em um prazo de dois a três anos, aproveitando a informatização dos sistemas da Receita Federal.
Como um passo inicial, cerca de 4 milhões de contribuintes já foram dispensados da entrega da declaração neste ano, recebendo restituições automáticas via Pix, enquanto o prazo para o IR 2026 foi encerrado com 44,5 milhões de declarações enviadas. O novo modelo funcionará como uma evolução da atual declaração pré-preenchida, exigindo do contribuinte apenas a revisão e validação das informações processadas pelo fisco. A implementação da reforma tributária será fundamental para reforçar a integração de dados entre as esferas governamentais, garantindo que a simplificação ocorra sem modificar as regras de isenção ou benefícios fiscais existentes.
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