A alta nos preços do petróleo, motivada pelo conflito no Oriente Médio, tem gerado um choque de oferta que encarece a produção e a logística industrial brasileira. Esse cenário reverteu a tendência desinflacionária que o setor de bens industriais exercia sobre o IPCA, com o segmento registrando uma alta de 0,61% em abril. Embora a desvalorização do dólar frente ao real atue como um fator moderador, o impacto dos custos das matérias-primas tem se mostrado superior, afetando setores como vestuário, higiene pessoal e embalagens plásticas. Além disso, a mudança no cenário econômico da China, que deixou de exportar deflação devido ao encarecimento de seus próprios produtos, contribui para a pressão inflacionária. Analistas projetam que a inflação de bens industriais pode chegar a 4% ao final de 2026, sinalizando um desafio persistente para o controle de preços no país.
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