Alta do petróleo pressiona bens industriais e eleva IPCA no Brasil
O encarecimento do petróleo reverte a tendência desinflacionária dos bens industriais, pressionando o IPCA e elevando projeções de inflação para 4%.
Pontos principais
- O segmento de bens industriais registrou alta de 0,61% em abril, superando os 0,32% observados em março.
- Economistas revisaram as projeções de inflação para bens industriais, que devem se aproximar de 4% até o final de 2026.
- O aumento nos custos de logística e matérias-primas impacta setores como higiene pessoal, eletrônicos e vestuário.
- A mudança no cenário econômico da China, que passou a repassar custos mais elevados, reduz o efeito desinflacionário global.
- O conflito no Oriente Médio atua como o principal vetor de pressão sobre os preços de produção e transporte.
A persistente alta nos preços do petróleo, motivada pelo conflito no Oriente Médio, gerou um choque de oferta que encarece a produção e a logística industrial brasileira. Esse cenário reverteu a tendência desinflacionária que o setor exercia sobre o IPCA, com o segmento registrando uma alta de 0,61% em abril, ante 0,32% em março. A pressão inflacionária já atinge setores como higiene pessoal, eletrônicos e vestuário, este último também afetado pela alta do algodão. Além disso, a economia chinesa deixou de exportar deflação ao repassar custos de produção mais elevados para mercados emergentes, complicando o cenário global. Diante desses fatores, economistas revisaram para cima as projeções para o setor, estimando que a inflação de bens industriais pode atingir 4% até o final de 2026, sinalizando um desafio persistente para o controle de preços no país.
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