A segunda fase da Operação Carbono Oculto revelou um esquema criminoso de adulteração de combustíveis que utiliza nafta e metanol para simular gasolina. A prática, que ocorre em cinco estados brasileiros, visa a sonegação fiscal e o lucro ilícito, mas impõe riscos graves aos proprietários de veículos. Segundo especialistas, a baixa octanagem e a composição química desses solventes podem causar danos irreversíveis a componentes vitais, como bombas de combustível, bicos injetores e catalisadores, podendo levar à perda total do motor. Além dos prejuízos mecânicos, a investigação apura crimes de lavagem de dinheiro e fraude. As autoridades recomendam atenção a sinais como o aumento súbito do consumo, o acendimento da luz de injeção no painel e odores incomuns após o abastecimento, que podem indicar a presença de produtos químicos inadequados no tanque.
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