Operação investiga fraude com nafta vendida como gasolina
A segunda fase da Operação Carbono Oculto apura esquema de adulteração de combustível que causa danos severos a motores de veículos.
Pontos principais
- Investigação foca no desvio de solventes petroquímicos, como nafta, para venda ilegal como combustível automotivo.
- Adulteração provoca corrosão química e falhas em bicos injetores, bombas e catalisadores.
- Consumidores devem observar sinais como cheiro forte de solvente, luz de injeção acesa e maior consumo.
- Ação policial abrange cinco estados brasileiros e apura crimes de fraude, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
A segunda fase da Operação Carbono Oculto revelou um esquema criminoso de adulteração de combustíveis que utiliza nafta e metanol para simular gasolina. A prática, que ocorre em cinco estados brasileiros, visa a sonegação fiscal e o lucro ilícito, mas impõe riscos graves aos proprietários de veículos. Segundo especialistas, a baixa octanagem e a composição química desses solventes podem causar danos irreversíveis a componentes vitais, como bombas de combustível, bicos injetores e catalisadores, podendo levar à perda total do motor. Além dos prejuízos mecânicos, a investigação apura crimes de lavagem de dinheiro e fraude. As autoridades recomendam atenção a sinais como o aumento súbito do consumo, o acendimento da luz de injeção no painel e odores incomuns após o abastecimento, que podem indicar a presença de produtos químicos inadequados no tanque.
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