Israel e Rússia manifestaram contestação após a inclusão de suas forças em uma lista da ONU que documenta casos de violência sexual em zonas de conflito. O relatório aponta padrões de abusos sistemáticos, incluindo tortura contra detentos palestinos — com 31 casos verificados entre 2023 e 2025 envolvendo homens, mulheres e crianças — e 310 episódios de violência, como estupros e mutilações, contra prisioneiros de guerra ucranianos. O documento descreve o uso de violência sexual como uma forma deliberada de tortura, relatando episódios de estupro coletivo perpetrados por forças de segurança.
Investigadores da ONU destacaram dificuldades severas de acesso a centros de detenção em ambos os territórios para a verificação das denúncias. Em resposta, o governo israelense classificou a medida como absurda e anunciou o congelamento de relações com o gabinete do secretário-geral António Guterres. O documento, que abrange 77 partes governamentais e não governamentais, será agora enviado ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para análise formal, mantendo o foco da comunidade internacional sobre a responsabilidade de Estados e grupos armados em violações graves de direitos humanos em cenários de guerra.
The Guardian World • 29 mai, 14:37
G1 Mundo • 29 mai, 07:22
SCMP - World • 29 mai, 03:59
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