Contas do governo federal registram déficit de R$ 53,3 bilhões em maio
O déficit de R$ 53,3 bilhões em maio reflete o descompasso entre despesas e receitas, elevando o acumulado de 12 meses para R$ 142,3 bilhões.
Pontos principais
- O déficit primário de R$ 53,3 bilhões em maio superou o resultado negativo de R$ 40,2 bilhões registrado no mesmo mês de 2025.
- As despesas totais cresceram 9,4% acima da inflação, superando a alta de 5,5% na arrecadação líquida.
- O resultado de maio é o pior desempenho para o mês desde 2024, apesar de a arrecadação ter atingido o maior valor para o mês desde 2000.
- No acumulado dos primeiros cinco meses de 2026, o déficit totalizou R$ 44,4 bilhões, o pior resultado para o período desde 2020.
- O déficit acumulado em 12 meses atingiu R$ 142,3 bilhões, o que equivale a 1,06% do PIB nacional.
- O aumento das despesas foi pressionado por investimentos, custeio administrativo e benefícios previdenciários.
- A projeção atual do governo aponta para um déficit de R$ 60,3 bilhões ao final de 2026, contrariando a meta oficial de superávit.
- O secretário do Tesouro, Daniel Leal, afirmou que o resultado está dentro das expectativas e não compromete a meta fiscal anual.
O governo federal encerrou o mês de maio com um déficit primário de R$ 53,3 bilhões, conforme dados oficiais do Tesouro Nacional. O resultado, que ficou em linha com as projeções do mercado financeiro, reflete um descompasso acentuado entre a arrecadação e os gastos públicos. Embora a receita líquida tenha registrado o maior valor para meses de maio desde 2000, o crescimento das despesas, que subiram 9,4% acima da inflação, superou significativamente o avanço de 5,5% na arrecadação. Esse cenário foi agravado pelo aumento de investimentos, custeio administrativo e benefícios previdenciários, resultando em um saldo negativo superior aos R$ 40,2 bilhões observados no mesmo período de 2025.
No acumulado dos primeiros cinco meses de 2026, o governo central registrou um déficit de R$ 44,4 bilhões, marcando o pior saldo fiscal para o período entre janeiro e maio desde 2020, considerando os ajustes pela inflação. Além disso, o déficit acumulado nos últimos 12 meses atingiu R$ 142,3 bilhões, representando 1,06% do PIB. A trajetória de gastos coloca pressão sobre as contas públicas, com projeções internas do governo indicando um déficit de R$ 60,3 bilhões ao final de 2026, o que contraria a meta oficial de superávit estabelecida anteriormente.
Apesar do cenário fiscal desafiador, o secretário do Tesouro, Daniel Leal, minimizou as preocupações, afirmando que o desempenho está dentro das expectativas e não compromete a previsão fiscal anual. O governo segue enfrentando desafios estruturais relacionados à rigidez orçamentária e pressões por gastos no exercício de 2026, sob a gestão do presidente Donald Trump, enquanto busca equilibrar as contas diante de um cenário de despesas crescentes.
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