Daily Journal
Daily Journal

Estatais federais registram rombo de R$ 5,1 bilhões em 2025, o segundo pior da história

As estatais federais acumularam um déficit de R$ 5,13 bilhões em 2025, marcando o segundo pior resultado histórico e provocando um bloqueio de R$ 3 bilhões no orçamento governamental.

Daily Journal
Foto: G1 Política
||
30/01 às 16:07

Pontos principais

  • O déficit de R$ 5,13 bilhões em 2025 é o segundo pior desde 2002, superado apenas por 2024 (R$ 6,73 bilhões).
  • O cálculo do Banco Central exclui Petrobras, Eletrobras e bancos públicos, mas inclui empresas como Correios, Infraero e Serpro.
  • O rombo das estatais levou o governo a bloquear R$ 3 bilhões do orçamento de 2025.
  • Os Correios são apontados como principal fator do prejuízo, com R$ 6 bilhões acumulados até setembro de 2025 e previsão de R$ 10 bilhões para o ano.
  • A Eletronuclear enfrenta grave crise de caixa, com capacidade de honrar compromissos por apenas dois a três meses devido à paralisação das obras de Angra 3.

As estatais federais registraram um déficit de R$ 5,13 bilhões em 2025, configurando o segundo pior resultado desde 2002, apenas atrás do recorde negativo de R$ 6,73 bilhões de 2024. Este rombo, que não inclui Petrobras, Eletrobras e bancos públicos, mas abrange empresas como Correios e Infraero, impactou diretamente as contas públicas, levando o governo a bloquear R$ 3 bilhões do orçamento de 2025. O principal agravante para este cenário são os Correios, que acumulam um prejuízo de R$ 6 bilhões até setembro de 2025, com projeção de R$ 10 bilhões para o ano completo.

Além dos Correios, a Eletronuclear também contribui para o quadro preocupante, enfrentando uma grave crise de caixa que limita sua capacidade de honrar compromissos por apenas dois a três meses, em decorrência da interrupção das obras de Angra 3. Apesar do Ministério da Gestão ter destacado o faturamento de R$ 1,02 trilhão e o crescimento de 34,3% nos investimentos das estatais até o terceiro trimestre de 2025, os déficits persistem e representam um desafio significativo para a saúde financeira do setor público.

Comentários

Carregando comentários...