Comissão oficializa que Juscelino Kubitschek foi assassinado
Relatório da CEMDP conclui que a morte de JK foi um atentado político, refutando a versão oficial de acidente automobilístico durante a ditadura militar.
Pontos principais
- A CEMDP aprovou, por seis votos a um, o relatório que aponta o assassinato de Juscelino Kubitschek em 1976.
- O documento identifica 37 fraudes na investigação original, incluindo adulteração de provas e manipulação de testemunhas.
- A relatora Maria Cecília Adão afirma que o ex-presidente foi atraído para uma emboscada sob o pretexto de um encontro político.
- Investigações sugerem que o motorista de JK pode ter sido sedado e o veículo adulterado mecanicamente antes da viagem.
- Peritos do IML envolvidos no caso teriam participado de fraudes em outras mortes durante o regime militar.
- A comissão buscará a retificação da certidão de óbito do ex-presidente conforme a Resolução CNJ 601/2024.
- O Estado brasileiro reconhece formalmente a responsabilidade do regime militar na morte do ex-presidente.
A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) oficializou a conclusão de que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi vítima de um atentado político durante a ditadura militar. O relatório, aprovado por seis votos a um, refuta a versão histórica de que JK teria morrido em um acidente automobilístico em 1976. A relatora Maria Cecília Adão destacou a existência de provas robustas, apontando que o ex-presidente era alvo de perseguição e que o episódio foi gestado como uma emboscada. Entre as 37 fraudes identificadas na apuração original, destacam-se a manipulação da cena do crime, a alteração do horário da morte e a participação de peritos do IML que atuaram em outros casos de violações de direitos humanos sob o regime.
Novos elementos da investigação sugerem que o motorista de JK pode ter sido sedado e o veículo adulterado mecanicamente antes do trajeto fatal. Com esta decisão, o Estado brasileiro reconhece formalmente a responsabilidade do regime militar na morte de uma das figuras mais emblemáticas da história do país. A comissão agora buscará a retificação da certidão de óbito do ex-presidente, seguindo os trâmites da Resolução CNJ 601/2024. O desfecho consolida um novo entendimento histórico sobre o episódio, encerrando décadas de incertezas e confirmando a tese de que o óbito foi resultado de uma ação deliberada contra o ex-presidente.
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