A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) oficializou a conclusão de que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi vítima de um atentado político durante a ditadura militar. O relatório, aprovado por seis votos a um, refuta a versão histórica de que JK teria morrido em um acidente automobilístico em 1976, sustentando que a colisão com um ônibus nunca ocorreu. A investigação, conduzida pela relatora Maria Cecília Adão, baseou-se em inquéritos do Ministério Público Federal iniciados em 2019 e em apurações anteriores de comissões estaduais e municipais da verdade.
Com esta decisão, o Estado brasileiro reconhece formalmente a responsabilidade do regime militar na morte de uma das figuras mais emblemáticas da história do país. A comissão agora buscará a retificação da certidão de óbito do ex-presidente, seguindo os trâmites da Resolução CNJ 601/2024. O desfecho consolida um novo entendimento histórico sobre o episódio, encerrando décadas de investigações sobre violações de direitos humanos e consolidando a tese de que o óbito foi resultado de uma ação deliberada contra o ex-presidente.
Agência Brasil - EBC • 29 mai, 15:13
InfoMoney • 29 mai, 15:27
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