Relatório aponta que Juscelino Kubitschek foi assassinado em 1976
Novo documento da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos contesta a versão oficial de acidente automobilístico na morte de JK.
Pontos principais
- Relatório da CEMDP sugere que a morte do ex-presidente foi um atentado político.
- A versão oficial da ditadura militar alegava que JK morreu em um acidente na Rodovia Presidente Dutra.
- O documento utiliza novos laudos periciais e investigações do Ministério Público Federal.
- Perícias recentes descartam a colisão com um ônibus como causa do óbito.
- A votação do relatório foi adiada para permitir análise detalhada e diálogo com familiares.
Um novo relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) indica que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura militar em 1976, desafiando a versão oficial de que ele teria falecido em um acidente de trânsito na Rodovia Presidente Dutra. O documento, elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão, fundamenta-se em perícias técnicas e investigações do Ministério Público Federal que descartam a colisão com um ônibus como causa do acidente. O caso foi reaberto pelo governo federal no último ano para reavaliar as circunstâncias da morte do político. A votação do relatório pelos conselheiros da comissão foi adiada para assegurar uma análise aprofundada do conteúdo e promover o diálogo com os familiares de JK, marcando um novo capítulo na investigação histórica sobre o período do regime militar no Brasil.
Comentários
Carregando comentários...
