O governo federal intensificou as críticas ao senador Flávio Bolsonaro após a articulação do parlamentar junto ao governo de Donald Trump. O senador solicitou que facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, sejam designadas oficialmente como organizações terroristas pelos Estados Unidos. A classificação, prevista para entrar em vigor em 5 de junho, permitirá que o governo americano bloqueie ativos e criminalize qualquer suporte financeiro destinado a esses grupos. A iniciativa foi duramente rebatida pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo presidente Lula, que interpretam o movimento como uma tentativa de interferência externa em assuntos internos do país. Para o presidente, a postura do senador representa uma traição à pátria ao buscar apoio estrangeiro para questões de segurança nacional.
Por sua vez, Alckmin argumenta que a pauta é um factoide político destinado a criar uma cortina de fumaça sobre o escândalo do Banco Máster, que envolve suspeitas de corrupção e sonegação fiscal. O vice-presidente reforçou que o combate ao crime organizado no Brasil é um trabalho permanente, citando a Operação Fluxo Oculto como exemplo de atuação estatal. Além do embate político, o governo federal alertou que a classificação pelos EUA poderia trazer consequências negativas ao sistema financeiro e à economia brasileira. O Palácio do Planalto defende que a soberania nacional deve ser preservada sem a necessidade de intervenções de potências estrangeiras.
InfoMoney • 29 mai, 14:17
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