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Governo critica pedido de Flávio Bolsonaro a Trump sobre facções

O governo federal classifica como traição a articulação de Flávio Bolsonaro para que os EUA designem facções brasileiras como terroristas.

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Foto: InfoMoney
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29/05 às 12:45 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Flávio Bolsonaro solicitou formalmente ao governo Trump que o PCC e o Comando Vermelho sejam classificados como grupos terroristas.
  • A medida, que entra em vigor em 5 de junho, permite aos EUA bloquear ativos e criminalizar o suporte financeiro a essas facções.
  • O presidente Lula classificou o pedido de intervenção externa como uma traição aos interesses nacionais.
  • Geraldo Alckmin afirmou que a iniciativa busca desviar a atenção de investigações sobre o Banco Master, que envolvem o clã Bolsonaro.
  • Reportagens apontam que o senador teria solicitado recursos do Banco Master para financiar a cinebiografia de seu pai.
  • O governo federal sustenta que a medida pode gerar impactos negativos ao sistema financeiro e à economia do Brasil.
  • A nova política de Donald Trump foca no combate ao 'narcoterrorismo' na América Latina, gerando preocupações sobre a soberania nacional.

O governo federal intensificou as críticas ao senador Flávio Bolsonaro após a articulação do parlamentar junto ao governo de Donald Trump para que facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, sejam designadas oficialmente como organizações terroristas pelos Estados Unidos. A classificação, prevista para entrar em vigor em 5 de junho, permitirá que o governo americano bloqueie ativos e criminalize qualquer suporte financeiro destinado a esses grupos. A iniciativa foi duramente rebatida pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo presidente Lula, que interpretam o movimento como uma tentativa de interferência externa em assuntos internos do país. Para o presidente, a postura do senador representa uma traição à pátria ao buscar apoio estrangeiro para questões de segurança nacional.

Alckmin argumenta que a pauta é um factoide político destinado a criar uma cortina de fumaça sobre o escândalo do Banco Master, que envolve suspeitas de corrupção e sonegação fiscal. Segundo o vice-presidente, a estratégia visa desviar o foco de denúncias que apontam que Flávio Bolsonaro teria solicitado recursos da instituição financeira para financiar a cinebiografia de seu pai. O vice-presidente reforçou que o caso do Banco Master é uma questão gravíssima de corrupção, enquanto o senador tenta reivindicar para si o mérito da articulação política que levou o Departamento de Estado americano a incluir as facções na lista de terrorismo.

Além do embate político, o governo federal alertou que a classificação pelos EUA, alinhada à nova política de combate ao 'narcoterrorismo' de Trump na América Latina, poderia trazer consequências negativas ao sistema financeiro e à economia brasileira. A administração federal reforça a necessidade de preservar a soberania nacional contra intervenções de potências estrangeiras, mantendo o posicionamento de que a medida é um uso instrumental de política externa para encobrir problemas jurídicos internos da família Bolsonaro.

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