Governo critica pedido de Flávio Bolsonaro a Trump sobre facções
O governo federal classifica como traição a articulação de Flávio Bolsonaro para que os EUA designem facções brasileiras como terroristas.
Pontos principais
- Flávio Bolsonaro solicitou formalmente ao governo Trump que o PCC e o Comando Vermelho sejam classificados como grupos terroristas.
- A medida, que entra em vigor em 5 de junho, permite aos EUA bloquear ativos e criminalizar o suporte financeiro a essas facções.
- O presidente Lula classificou o pedido de intervenção externa como uma traição aos interesses nacionais.
- Geraldo Alckmin afirmou que a iniciativa busca desviar a atenção de investigações sobre o Banco Master, que envolvem o clã Bolsonaro.
- Reportagens apontam que o senador teria solicitado recursos do Banco Master para financiar a cinebiografia de seu pai.
- O governo federal sustenta que a medida pode gerar impactos negativos ao sistema financeiro e à economia do Brasil.
- A nova política de Donald Trump foca no combate ao 'narcoterrorismo' na América Latina, gerando preocupações sobre a soberania nacional.
O governo federal intensificou as críticas ao senador Flávio Bolsonaro após a articulação do parlamentar junto ao governo de Donald Trump para que facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, sejam designadas oficialmente como organizações terroristas pelos Estados Unidos. A classificação, prevista para entrar em vigor em 5 de junho, permitirá que o governo americano bloqueie ativos e criminalize qualquer suporte financeiro destinado a esses grupos. A iniciativa foi duramente rebatida pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo presidente Lula, que interpretam o movimento como uma tentativa de interferência externa em assuntos internos do país. Para o presidente, a postura do senador representa uma traição à pátria ao buscar apoio estrangeiro para questões de segurança nacional.
Alckmin argumenta que a pauta é um factoide político destinado a criar uma cortina de fumaça sobre o escândalo do Banco Master, que envolve suspeitas de corrupção e sonegação fiscal. Segundo o vice-presidente, a estratégia visa desviar o foco de denúncias que apontam que Flávio Bolsonaro teria solicitado recursos da instituição financeira para financiar a cinebiografia de seu pai. O vice-presidente reforçou que o caso do Banco Master é uma questão gravíssima de corrupção, enquanto o senador tenta reivindicar para si o mérito da articulação política que levou o Departamento de Estado americano a incluir as facções na lista de terrorismo.
Além do embate político, o governo federal alertou que a classificação pelos EUA, alinhada à nova política de combate ao 'narcoterrorismo' de Trump na América Latina, poderia trazer consequências negativas ao sistema financeiro e à economia brasileira. A administração federal reforça a necessidade de preservar a soberania nacional contra intervenções de potências estrangeiras, mantendo o posicionamento de que a medida é um uso instrumental de política externa para encobrir problemas jurídicos internos da família Bolsonaro.
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
Alckmin acusa membros do clã Bolsonaro de usar classificação de terrorismo para desviar foco do caso Master
Times Brasil • 29 mai, 17:30
É factoide do clã Bolsonaro para desviar do caso Master, diz Alckmin
Agência Brasil - EBC • 29 mai, 15:52
Alckmin critica classificação do PCC e CV como terroristas: “factoide” bolsonarista
InfoMoney • 29 mai, 14:17
