Proposta da ANP para mercado de GLP enfrenta resistência do governo
Diretoria da ANP vota nesta sexta-feira mudanças nas regras de venda de gás de cozinha, gerando críticas do governo e do setor de distribuição.
Pontos principais
- A ANP pautou para esta sexta-feira a votação sobre novas regras que permitem o enchimento parcial e a venda de botijões de marcas concorrentes.
- O governo federal e o Sindigás manifestaram oposição, temendo riscos à segurança do consumidor e a desorganização logística do setor.
- Estudos da ESEM-USP alertam que a flexibilização pode favorecer a formação de cartéis e atividades ilícitas, como lavagem de dinheiro.
- Críticos da proposta argumentam que a medida não garante redução de preços e ameaça a responsabilidade por marca no mercado de GLP.
A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vota nesta sexta-feira uma proposta de flexibilização no mercado de GLP. A medida, que visa aumentar a competitividade, prevê permitir o envase e a comercialização de botijões de marcas concorrentes, além da possibilidade de enchimento parcial. A iniciativa enfrenta forte oposição do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de grandes players do setor, que apontam riscos à segurança do consumidor e a possível desorganização da logística de um produto inflamável.
Além das preocupações operacionais, especialistas da ESEM-USP alertam que mudanças similares podem facilitar a captura do mercado por facções criminosas e a lavagem de dinheiro. O Sindigás reforça que a alteração não assegura redução de preços ao consumidor final, mantendo o impasse entre a agência reguladora e o Poder Executivo sobre os impactos da regulação no mercado de gás de cozinha.
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