Mudança no modelo de distribuição de gás de cozinha gera preocupações sobre segurança do consumidor e possível infiltração do crime organizado.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) avalia uma proposta de flexibilização no mercado de GLP que permitiria às distribuidoras o envase e a venda de botijões de marcas concorrentes. A iniciativa, que visa aumentar a competitividade, enfrenta forte oposição do Ministério de Minas e Energia e de grandes players do setor. Críticos argumentam que a alteração no modelo de responsabilidade por marca pode comprometer a segurança do consumidor e facilitar a captura do mercado por facções criminosas, além de prejudicar a logística de um produto inflamável.
Além dos riscos operacionais, especialistas da ESEM-USP alertam que mudanças similares em outros países resultaram na formação de cartéis e no uso do setor para lavagem de dinheiro. A proposta também é vista como uma ameaça ao programa Gás do Povo, peça central da estratégia política do governo atual, com o Sindigás reforçando que não há garantias de redução de preços para o consumidor final.
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