Governo tenta barrar proposta da ANP para venda fracionada de gás
O Ministério de Minas e Energia contesta mudanças da ANP na venda de GLP, citando riscos à segurança do consumidor e ao controle do setor.
Pontos principais
- O MME enviou ofício à ANP questionando a revisão das regras de comercialização do GLP.
- O governo aponta riscos à rastreabilidade dos botijões e à segurança do consumidor.
- Estudo da USP alerta para a possível infiltração de organizações criminosas no mercado.
- O setor de GLP é concentrado, com cinco empresas detendo 96% do mercado nacional.
- O Sindigás afirma que a exclusividade de marca é essencial para garantir a segurança.
O Ministério de Minas e Energia (MME) enviou um ofício à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para tentar barrar a revisão das normas de comercialização do gás liquefeito de petróleo (GLP). A proposta da agência, que inclui a venda fracionada de botijões e o fim da exclusividade de marcas, é vista pelo governo como uma ameaça à segurança do consumidor e à integridade do programa Gás do Povo. Além das preocupações operacionais, um estudo da USP indica que a flexibilização regulatória, sem a devida fiscalização, poderia facilitar a entrada de organizações criminosas no setor de distribuição. Atualmente, o mercado brasileiro de GLP é altamente concentrado, com cinco grandes empresas controlando cerca de 96% das operações. O Sindigás reforça que a marca das distribuidoras atua como um mecanismo central de rastreabilidade e segurança, criticando a falta de fundamentos econômicos nas mudanças sugeridas pela ANP.
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