A ANP paralisou mudanças no envase e na exclusividade de marcas do GLP para priorizar a estabilidade do abastecimento nacional frente a incertezas globais.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) decidiu suspender o processo de reforma nas normas de comercialização do gás de cozinha. Além da interrupção da medida que autorizaria o envase de botijões em bases remotas, o órgão também congelou os debates sobre o fim da exclusividade de marcas nos recipientes. A decisão ocorre após uma reunião entre a cúpula da agência e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, refletindo a resistência do governo federal e de grandes distribuidoras às alterações propostas.
Além das pressões internas, diretores da agência apontaram que o cenário de incertezas no mercado global, influenciado pela política econômica do presidente dos EUA, Donald Trump, contribuiu para a interrupção das mudanças. Com o recuo, a ANP busca priorizar o monitoramento do abastecimento nacional, mantendo, por ora, o modelo de comercialização vigente para garantir a estabilidade do setor de GLP enquanto reavalia os impactos operacionais e econômicos das propostas.
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