Preços ao produtor no Brasil têm maior alta em quatro anos
O Índice de Preços ao Produtor subiu 2,63% em abril, pressionado pela valorização do petróleo em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Pontos principais
- O IPP registrou alta de 2,63% em abril, o maior patamar desde março de 2022.
- Setores de refino de petróleo, químicos, borracha e plástico foram os principais responsáveis pelo aumento.
- O IBGE aponta que o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã impactou diretamente a cadeia petrolífera.
- O acumulado em 12 meses atingiu 1,07%, encerrando uma sequência de quedas iniciada em agosto de 2025.
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) brasileiro apresentou em abril uma aceleração significativa, registrando uma alta de 2,63%. Segundo dados divulgados pelo IBGE, este é o maior avanço mensal observado desde março de 2022. O movimento foi impulsionado majoritariamente pela cadeia de refino de petróleo e pelos setores de produtos químicos, borracha e plástico. Especialistas do instituto atribuem essa pressão inflacionária na porta da fábrica às tensões geopolíticas no Oriente Médio, que envolvem os Estados Unidos, Israel e Irã, afetando a cotação global da commodity. Com esse resultado, o índice acumulado em 12 meses subiu para 1,07%, revertendo a trajetória negativa que o indicador apresentava desde agosto de 2025. O IPP é um termômetro fundamental para a economia, pois mede a variação dos preços de produtos industriais antes da incidência de impostos e fretes.
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