Custos de energia elevam preços ao produtor na Ásia
A inflação ao produtor no Japão e na China acelera devido à crise energética provocada pelo conflito no Irã e bloqueios no Estreito de Ormuz.
Pontos principais
- O índice de preços ao produtor chinês subiu 3,9% em maio, superando expectativas de mercado.
- A alta nos custos de energia, agravada pelo bloqueio no Estreito de Ormuz, pressiona as margens de lucro industriais.
- Setores de inteligência artificial conseguem repassar custos, enquanto a indústria automotiva enfrenta dificuldades.
- A inflação ao consumidor na China subiu 1,2% em maio, contida pela queda nos preços de alimentos.
- Analistas observam uma transição gradual da economia chinesa de um cenário de deflação para inflação baixa.
A pressão inflacionária nos custos de produção atingiu patamares significativos no Japão e na China, impulsionada pela crise energética global decorrente do conflito no Irã. Na China, o índice de preços ao produtor avançou 3,9% em maio na comparação anual, o maior nível em quase quatro anos, enquanto o Japão também reporta alta nos preços de bens corporativos. A situação é agravada pela interrupção do fornecimento de energia através do Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio internacional, que tem elevado os custos operacionais das indústrias asiáticas.
O impacto dessa alta é heterogêneo entre os setores produtivos. Enquanto empresas ligadas à inteligência artificial mantêm demanda sólida e conseguem repassar os custos adicionais, o setor automotivo enfrenta maior resistência. Paralelamente, a inflação ao consumidor na China registrou alta de 1,2% no mesmo período, um movimento contido pela queda nos preços de alimentos, especialmente a carne suína. Especialistas apontam que o país vive uma transição gradual de um ambiente de deflação para um cenário de inflação baixa, enquanto governos e bancos centrais monitoram os riscos de propagação desses custos para a cadeia global e a estabilidade da recuperação econômica regional.
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